quarta-feira, 11 de maio de 2011

OBRIGADO, CARLOS GALAMBAS!


Embora as motivações para movimentar este espaço sejam quase nulas, a verdade é que de quando em vez é necessário fazê-lo…e o motivo, esse, é mais do que plausível.

Foi com pena mas, simultaneamente, com grande satisfação que li a notícia da retirada de CARLOS GALAMBAS dos pavilhões nacionais.
Durante anos, sobretudo desde meados dos anos 90, assisti a grandíssimas exibições daquele que foi considerado, durante muito tempo, o melhor pivot do andebol nacional.
Uma carreira brilhante, com passagens por clubes históricos da modalidade como o são o Belenenses, o ABC, o Madeira SAD e o Sporting CP, sem esquecer o Académico de Mafra, onde iniciou a sua carreira.
Embora aparentasse um ar pesado, era aquilo que se chama no mundo do desporto, um falso lento, com rotações muito rápidas e uma noção de tempo e espaço fantásticas para quem jogou grande parte da sua vida de costas para a baliza. Encontrava sempre uma nesga de espaço para receber, rodar e atirar para o fundo das malhas. O seu habitat natural era entre as linhas dos 7 e dos 9 metros…era aí que fazia a diferença.
Foi ao serviço do ABC que alcançou, em 93-94, uma final da Taça dos Campeões Europeus, perdida, é bem verdade, para o Teka Santander.
Fez parte de uma geração inesquecível do andebol português, onde pontificavam, quer na selecção quer no ABC, atletas como Paulo Morgado, Carlos Resende, Álvaro Martins, Filipe Cruz, Viktor Tchikoulaev, entre muitos outros, que durante sobretudo os anos 90 levaram muitos e muitos aficionados ao pavilhão Flávio Sá Leite para gritar “É A..é B..é..ABC”.
Não podia deixar de assinalar o facto, sendo eu um espectador atento do andebol nacional.

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