Esta semana assistimos a uma das piores “jogadas” de que há memória, lá para os lados do Dragão.
Depois de terem sido reveladas mais seis escutas que envolvem directamente o Sr. Pinto da Costa na negociata de árbitros, na sua pontuação e no serviço de jantares que, ficamos a saber, se trata de porrada encomendada para os árbitros menos simpáticos com o clube azul e branco, eis que André Vilas Boas (AVB) se lembra de tirar um coelho da cartola, sempre acompanhado ao palio pelo seu Chefe.
Aliás, a cena em que ele afirma, no dia do Guimarães – Porto, uma verdade absoluta, com testemunhas oculares (leia-se, os seus jogadores) e no dia seguinte a desmente, desmentindo todos os seus pupilos, é de…NelMagazine!
Vamos aos factos…antes que o Sr. Rui Moreira se vá embora…
Relativamente à arbitragem de Carlos Xistra, no Guimarães – Porto, de segunda-feira, existe apenas um lance, em todo o encontro, que prejudicou decisivamente o FCP, e não uma dúzia deles, como fez parecer AVB: estou a referir-me ao fora de jogo mal assinalado a Falcão, já no final da partida, em que Hulk, com um excelente passe, isola o colombiano na cara de Nilson. Acrescento a este, um ou dois amarelos que ficaram por mostrar aos jogadores do Guimarães.
Tudo o resto são erros que prejudicaram o Guimarães: penalty claro cometido por Fucile sobre Edgar e entrada violentíssima do mesmo Fucile sobre Faouzi, que seria para cartão vermelho…lembro que foi com uma entrada semelhante que o grande Marc Van Basten deixou, prematuramente, os relvados.
O papel a que AVB se prestou entre segunda e terça-feira desta semana é algo que não me recordo ter assistido no FCP, nos últimos 20 anos. Ao tentar ridicularizar o manifesto benfiquista contra a arbitragem, ridicularizou-se a si próprio.
A imagem que o FCP tentou passar, ao insurgisse contra a arbitragem, da necessidade de um golpe palaciano, na comissão de arbitragem da liga, visa escamotear e descredibilizar uma verdade indesmentível: a Liga passou novamente para as hostes portistas.
Com a manifestação, diga-se, exagerada, de descontentamento com a arbitragem, levada a cabo pelo Benfica, o FCP passaria a ter, por uma questão de igualdade, também ele, uma oportunidade de, a seu tempo, vir a terreiro criticar fortemente a arbitragem. O problema é que o FCP já gastou, e de uma forma caricaturesca, esse cartada.

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