Após ler a notícia de que Allen Iverson estaria de saída da NBA, senti-me na obrigação de escrever algumas palavras sobre este pequeno génio.
Se hoje sou um grande aficionado da NBA e da sua inigualável magia, em parte o deve a este formidável jogador.
Embora tenha sido Michael Jordan quem mais me encheu as medidas, foi este jogador quem me viciou na NBA.
Durante anos fui adepto dos Philadelphia 76ers apenas e somente porque lá militava o grande n.º 3.
Iniciou a sua já longa carreira nos Philadelphia 76ers, em 1996, tendo sido a primeira escolha do draft.
Por lá permaneceu durante 10 anos, onde se destacou como um jogador de eleição.
Conseguiu transformar uma equipa mediana numa das equipas de topo da NBA, tendo atingido o seu ponto mais alto quando na temporada 2000/2001 comandou Aaron Mckie, Eric Snow, Tony Kukoc, Theo Ratliff, entre outros, ao titulo de campeões da Conferência Leste, tendo disputada a final com os poderosos L.A. Lakers.
Nessa final, embora tenha obtido apenas uma vitória, registou uns impressionantes 31 pontos de média, o que contribui para a eleição de MVP da temporada.
Na temporada 2006/2007 muda-se para os Denver Nuggets, fazendo uma excelente dupla com Carmelo Anthony, em 2008/2009 segue para Detroit, para representar os Pistons, em 2009/2010 sai para os Memphis, contudo, em Dezembro de 2009, regressa a Philadelphia.
O seu carácter temperamental e indisciplinado e a incapacidade de se adaptar aos vários clubes por onde passou, desde que saiu de Philadelphia, ofuscaram a sua magia e provocaram um declive na sua carreira.
Como jogador, Iverson foi dos mais espectaculares e empolgantes que alguma vez vi jogar. De drible fácil e com uma eficácia da linha de três pontos bastante respeitável, era um jogador repentino, que investia para o cesto a todo o momento. Embora medisse apenas 1,83metros (?), serpenteava entre os adversários com uma subtileza só ao alcance dos maiores e melhores jogadores.
Conseguia lances espectaculares devido à sua baixa estatura mas, sobretudo, devido à sua enorme capacidade atlética. Quando o jogo se complicava, já sabíamos que o pequeno Iverson iria tirar um coelho da cartola e provocar uma standing ovation.
Com uma média de pontos por jogo das mais altas da história da NBA (27,1), marcou uma época brilhante nesta competição.
Se tivesse conquistado títulos colectivos, por certo teriam surgido mais reconhecimentos individuais e hoje, provavelmente, estaríamos a falar de um dos mais importantes jogadores da história da NBA.
É com alguma pena que o vejo partir para um campeonato de menor dimensão, quando comparado com a NBA, contudo, é a consequência natural dos seus já 35 anos.

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