Terminou, no passado domingo, mais uma edição do Campeonato do Mundo de Andebol, que decorreu na Suécia…E mais uma vez Portugal ficou às portas de uma competição tão importante como esta.
[Aliás, saudosos são os tempos em que, com uma equipa recheada de grandes valores, como Carlos Resende, Filipe Cruz, Carlos Galambas, Eduardo Filipe, Paulo Morgado, Rui Rocha, Victor Tchikoulaev, Vladimir Bolotsky, Paulo Faria ou Ricardo Andorinho, conseguimos alcançar um honroso 8.º lugar no Campeonato do Mundo de 2001, disputado em França.]
Na final, tivemos, de um lado, a super favorita França, que havia afastado a Suécia, na meia-final, e do outro, a Dinamarca, que havia afastado a Espanha, na outra meia-final.
O jogo foi muito disputado, com grande imprevisibilidade no marcador. Embora a França tenha liderado praticamente todo o encontro, a verdade é que já perto do final, mais precisamente, a 5 segundos do fim, a Dinamarca haveria de empatar o encontro, levando este para prolongamento.
Aí a selecção gaulesa acabaria por ser mais forte, alcançando uma margem de três golos de diferença e não mais deixando que a selecção escandinava esboçasse uma reacção, fixando o marcador em 37-35.
A França arrecadava, assim, o treta-campeonato, afirmando-se como a grande potência do Andebol mundial, da última década.
Do campeonato ressaltam alguns jogadores...
Começaria por destacar os jogadores campeões em título, nomeadamente, e como figura de cartaz, Nikola Karabatic – central de posição, melhor e mais regular jogador da equipa, considerado o MVP deste mundial e consagrado, em 2007, o melhor jogador do mundo. É hoje considerado pelos entendidos da modalidade como o melhor andebolista da actualidade; Bertrand Gille, pivot; Luc Abalo, fantástico ponta-direita; Thierry Ommeyer, enormíssimo guarda-redes (considera melhor Guarda-Redes do torneio) ou até Didier Dinart.
De referir que a grande baixa nesta selecção foi Daniel Narcisse, jogador muito influente em toda a manobra estratégica
Toda esta máquina tem sido, desde há vários anos, orquestrada por um Senhor, Claude Onesta. Para mim, o melhor e mais carismático treinador de andebol de sempre.
Na Dinamarca, o destaque vai para dois grandes jogadores que, mais uma vez, revelaram grande capacidade técnica. Por um lado, a segurança e solidez do guarda-redes dinamarquês Niklas Landin Jacobsen, determinante na vitória frente à Espanha, para mim o melhor guarda-redes do torneio; e Mikkel Hansen, o jogador mais importante e decisivo na selecção dinamarquesa, excelente central, com um fortíssimo remate da linha dos nove metros.
A grande decepção do torneio foi a Croácia, do pequeno-grande central, Ivano Balic, eleito melhor jogador do mundo em 2003 e 2006, ou de Igor Vori. Selecção croata que havia atingido a final nos últimos Jogos Olímpicos, disputados em Pequim
Uma última palavra para duas grandíssimas referências do andebol mundial: Jackson Richardson, jogador francês, o mais espectacular jogador que alguma vez vi jogar, sobretudo pela sua capacidade atlética; e Magnus Wislander, jogador sueco, pivot de eleição, eleito no início deste séc. como o melhor andebolista do Séc. XX.
Outros nomes haveriam acrescentar, porém, estes parecem-me ser os que mais marcaram o andebol internacional nas últimas décadas.

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