quinta-feira, 1 de setembro de 2011

ALGO VAI MAL NO REINO DO LEÃO!


Fechou ontem mesmo o mercado de transferências em Portugal e as principais novidades registaram-se para os lados de Alvalade.

Na pré-temporada, tudo levava a querer que a época que se aproximava seria em tudo diferente da anterior: mudanças significativas na estrutura da SAD, no departamento médico, no comando técnico e no plantel. Abria-se, por isso, um novo horizonte...
Porém, três jornadas volvidas, a depressão regressou Alvalade: Domingos passo os jogos, sentado no banco, afagar o cabelo; a direcção parece não estar com o treinador e os jogadores, por sua vez, deambulam pelo campo sem saber ao que vão.

A época começou com um belo presente: a contratação de Domingos Paciência. Parecia ser a chave para o sucesso de um clube que durante anos falhou a contratação de um timoneiro que trouxesse serenidade e competência ao comando técnico da equipa.
Pelo trabalho desenvolvido na Académica e, sobretudo, em Braga, havia razões para acreditar que Domingos Paciência era o homem certo: capacidade de liderança, competência e sistema táctico bem pensado e maturado.

Passo seguinte: reforçar o investimento na equipa por forma a dotar o plantel de maior qualidade.
Compraram muito, de forma discreta e, a principio, com algum critério. Porém, a desconfiança em caras pouco conhecidas como Rinaudo, Schaars, Van Wolfswinkel ou Bojinov pôs alerta os sócios e simpatizantes do clube. Era, por isso, premente envolver os adeptos neste projecto de mudança. De que forma? Contratando dois ou três jogadores de craveira internacional, que trouxessem brilho a equipa. Compraram, então, Capel, Jeffrén e, mais recentemente, Elias. A verdade é que com tudo este turbilhão de contratações, o Sporting adquiriu 16! jogadores…2/3 de um plantel!

Contratados os jogadores, havia agora a necessidade de formar uma equipa que fosse, simultaneamente, competitiva e equilibrada. Ora, nada melhor do que a pré-época para o fazer, e de uma forma calma e pensada.

A verdade é que o campeonato começou, realizaram-se três jogos e o clube registou dois empates e uma derrota. Mas há mais! Para além dos péssimos resultados, a equipa não revelou fui de jogo, entrosamento, nem tão pouco, automatismos…e Domingos, nos seus onzes iniciais, apenas utilizou dois ou três reforços.
A defesa é um crivo, o meio campo não faz circular a bola em velocidade (Schaars tem um motorzinho a gasóleo) e a linha avançada revela um desacerto monstruoso.

Resultado: os adeptos começam a questionar as motivações do treinador para ter ordenado a contratação de um chorrilho de jogadores. Afinal, o técnico não os utiliza. Diferente seria se, durante a pré-época, o onze base do ano transacto tivesse dado garantias de sucesso. Aí, a integração poderia ser efectuada de forma ponderada e progressiva. Ora, não foi o caso.

O que mais salta à vista neste renovado Sporting é a fragilidade de uma defesa muito permeável, cujo reforço parece ter sido descuidado. Leva a querer que a equipa não foi pensada e construída de trás para a frente. Já a pré-época, ao que parece, serviu para coisa nenhuma!
O balão de oxigénio de Domingos começa a esvaziar-se e a margem de erro está atingir a linha vermelha.

O campeonato ainda agora começou e Domingos revela já alguns fraquejos:

por um lado, a pré-época serviu apenas e tão só para viajar pelos EUA e participar em torneios com algum prestigio, olvidando o essencial: integrar convenientemente os reforços;

por outro, não se compreende que, depois de ter apostado insistentemente em Postiga e Djaló os deixe sair para o estrangeiro a preços de saldo. Não foi certamente pelo encaixe financeiro. Aliás, o valor de venda de H. Postiga é…ridículo! E isto levanta muitas dúvidas: afinal, Domingos, contava ou não com os jogadores? Se contava, porque os deixou sair a preço de “rebajas”, ao desbarato? Se não contava, porque foram eles titulares nos primeiros jogos do campeonato? Ou será que cedeu aos assobios dos sócios?! (lembro que Postiga e Djaló eram, por estes dias, os mal amados da afficion leonina). Qualquer uma delas é demasiado má.

Além de tudo isto, o discurso do clube que, no seu todo, não é coerente: o presidente, atira-se sistematicamente aos árbitros, culpando-os pelos maus resultados do clube; o treinador, prefere, e bem, penalizar e criticar o desempenho dos seus jogadores.

Ajudar à festa, há que reconhecê-lo, estão arbitragens bastante infelizes e penalizadoras para o clube verde-branco.
Contudo, os dirigentes leoninos não se podem refugiar sistematicamente neste “bode expiatória”, pois, a ser assim, tal desresponsabilizará psicologicamente os jogadores, não se sentindo a raiz do problema mas antes as suas vítimas.
Lembro que esta estratégia foi utilizada pelo clube vizinho, com muito maus resultados: passou um terço do campeonato a desculpar os erros do Roberto com erros de arbitragem e quando acordou já era tarde.


A verdade é que algo vai mal reino do Leão!

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