terça-feira, 8 de novembro de 2011

APAGÃO DE JORGE JESUS!



Depois de um surpreendente e inesperado empate registado pelo FCPorto, em Olhão, esperava-se um Benfica, embora cauteloso, ambicioso e sedento de vitória.
Uma equipa confiante e autoritária, que assumisse, sem medos, a importância do momento e demonstrasse à saciedade, a vontade de ser líder, de ser cobiçado como o melhor, ou pelo menos, o primeiro de Portugal.
Um Benfica personalizado, capaz de deixar Vitor Pereira, qual Santo António, a pregar sozinho e falido de sentido...como o fazem as senhoras do mercado do Bolhão.
A não ser possível praticar um futebol empolgante e entusiasta, porque a história não vive disso, que se assegura-se, ao menos, um futebol eficaz e pragmático.

Pois bem. Perante tal cenário, JJ, decidiu puxar dos galões e inventar como tanto gosta e que tantos amargos de boca lhe têm trazido.
Apresentou-se no relvado da pedreira com uma equipa de marcha atrás, transmitindo, desde logo, quer para os seus jogadores quer para o adversário, medo, desconfiança e, sobretudo, incapacidade para se impor como equipa forte e determinada, capaz de assumir a liderança isolada do campeonato.
Após uma primeira parte que pouco mais teve que apagões, e esse pouco foi o penálti convertido por Lima, foi a vez de se dar um apagão, um valente apagão, na cabeça de JJ.

Em desvantagem no mercador e com a equipa parca de ideias, JJ sobe para a segunda parte com um meio campo de génio: Javi, Aimar, Ruben Amorim e Witsel. Um sem fim de médios centro, sem ideias, sem estratégia, perdidos no campo, a perguntarem ao treinador se os espaços a calcar eram mais à esquerda ou mais à direita. De uma assentada, JJ, fez de Witsel um médio-ala e de Aimar um trinco à Pirlo…mas em fraco!
Durante os primeiros 20 minutos da segunda parte, JJ desperdiçou tempo que, naquele momento, valia ouro.
Não pedia o jogo e o resultado, um início de segunda parte com Javi e Witsel no meio; B. Cesár e Nolito nas alas; e Aimar nas costas de Cardozo ou Rodrigo?!

Por mais que me custe, tenho que admiti-lo: este Benfica joga de forma demasiado previsível. Só Aimar desequilibra e consegue colocar a equipa a jogar de forma rápida e ao primeiro toque. Leonardo Jardim, percebeu-o, colocou um polícia na sua peugada, o argentino deixou de ter espaço para pensar e o Benfica deixou de jogar.

É verdade que o clube Bracarense tem enorme mérito em ter conseguido criar, nos últimos anos, a imagem de quarto grande de Portugal e com isso recear e preocupar os que se deslocam ao seu estádio, contudo e por mais ascendente que possa ter no panorama nacional, não pode obrigar um clube com a dimensão e aspirações do Benfica a jogar em Braga de forma diferente daquela que joga nos principais palcos de Portugal e da Europa.

Saudades, tenho, de ver o meu clube jogar um futebol de qualidade, em velocidade, com magia, empolgamento, com oportunidades de golo…com, imagine-se, maior posse de bola que o adversário! Um Benfica de classe!

Era chegado o momento de a Águia decapitar o Dragão e enviar condolências ao norte! JJ não conseguiu perceber a importância do momento e ponto de viragem que constituiria uma vitória em Braga.

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