quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

I.N.A.C.R.E.D.I.T.Á.V.E.L.


Esta semana assistimos a mais uma peripécia do nosso pobre dirigismo português.

Depois de sucessivas trocas no comando da nau leonina, todos pensávamos que, finalmente, se tinham criado as bases necessárias para que Godinho Lopes, acossado pelo desastroso mandato levado a cabo por José Eduardo Bettencourt, arrepia-se caminho e fizesse deste um Sporting bem diferente daquele que, desde 2003, tem andado a reboque do primeiro classificado.

A esperança em torno de um novo treinador, competente, ambicioso, talentoso, deixava nos adeptos um desejo de vitórias que finalmente poderiam chegar de forma sustentada.

Parecia haver projecto, parecia haver ideias, assentes numa estrutura sólida, que passava, indiscutivelmente, por Domingos Paciência. Aliás, foi-lhe dada carta-branca para, com tempo, contratar e preencher as lacunas que entendesse existirem no plantel, embora sempre sob um apertado rigor orçamental.
Até aqui tudo bem… e todo o mérito para Godinho Lopes.

A verdade é que, inexplicavelmente, o líder sportinguista decide desafiar a lógica, fazendo aquilo que nenhum iluminado ousaria fazer nestas circunstâncias: despedir o pilar mais competente do seu projecto,Domingos Paciência!!! O treinador que, 24 horas antes, era o treinador da sua confiança…do seu projecto.

É bem verdade que o fosso de 16 pontos para o actual líder do campeonato bem como a eliminação da Taça da Liga, moeram o orgulho dos adeptos, deixando-os sedentos de um golpe de revolta.
É bem verdade que a espera feita por um grupo de intratáveis, desocupados na vida, no aeroporto de Lisboa, após mais uma derrota, obrigava o presidente sportinguista a explicações, contudo, não era esta a saída.

O líder de um clube com a dimensão do SCP tem que ter estofo, tem que ter coragem e, sobretudo, tem que ter determinação para enfrentar as adversidades. A verdade é que Godinho Lopes cedeu e cedeu para o lado mais fraco.

O que surge no horizonte?!

Sá Pinto! Um treinador sem qualquer experiência de primeira liga, com um temperamento difícil, conflituoso, cujo passado recente fica marcado por cenas de violência protagonizadas com um seu jogador, quando desempenhava as funções de director geral do futebol leonino.

É, por isso, um homem sem crédito, sem pulso, que, ao mínimo deslize, será corrido pela massa adepta ainda avivada por memórias de um passado recente. É caso para perguntar quais terão sido os critérios de Godinho Lopes na hora de escolher Sá Pinto??

Acho que o líder leonino se colocou a jeito e, mais tarde ou mais cedo, pagará bem caro por isso. O próximo a sair não será apenas Sá Pinto, Godinho Lopes terá que sair com ele! Não tem alternativa.

Fica, assim, Domingos à merce da astúcia e esperteza do presidente de um certo clube do norte, que, estou certo, não deixará fugir a oportunidade. A esta hora já terá dito numa qualquer rede social: “Obrigado Godinho. És um fixe”.

O Sporting, pura e simplesmente, entregou o ouro ao bandido. Não se compreende!

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