Terminou ontem a 17.ª edição do Campeonato do Mundo de Voleibol, que decorreu em Itália.
Embora não tenha acompanhado como gostaria esta competição, conheço, em virtude do visionamento de grande parte dos jogos da edição 2010 da Liga Mundial de Volei, algumas das principais equipas desta modalidade, nomeadamente o Brasil, a Rússia, a Sérvia, a Itália, Cuba, a Argentina ou os EUA.
À partida, o principal candidato à vitória final era o Brasil. Não só porque ocupava o primeiro lugar do ranking da FIVB mas também porque havia ganho as duas últimas edições da prova, bem como havia vencido a última Liga Mundial de Voleibol, prova onde participam as melhores equipas de voleibol do mundo.
Tal previsão veio a confirmar-se, tendo o Brasil passeado toda a sua classe durante a prova, tendo “despachado” a selecção cubana, na final, por uns esclarecedores 3-0. Murilo, jogador brasileiro, foi considerado o melhor jogador do torneio.
A equipa brasileira apresentou, durante o campeonato do mundo, em regra, a seguinte equipa base:
Bruno, um excelente passador, filho do seleccionador brasileiro, Bernardinho (Bernardo Rezende);
Murilo, um magnífico servidor, que ataca a rede com grande agressividade;
Dante, uns dos melhores atacantes do mundo. Toda a estratégia atacante passa por este jogador;
Vissoto, o gigante da equipa, com uns imponentes 2,12 metros de altura, bloca a 3, 45 metros. Um portentoso bloqueador;
Rodrigão, também ele um possante bloqueador;
Mário, o libero da equipa, um grande receptor, assim como o seu colega de posição, Marlon. Aliás, alternam com frequência a sua presença na equipa.
Outros nomes como Théo, Lucas ou Sidão, foram presenças habituais no decorrer das partidas.
Uma palavra ainda para Giba, que, apesar de já pouco utilizado, ainda integra esta selecção. É considerado, pelos entendidos, um dos melhores jogadores de sempre do voleibol mundial e um dos que mais gostei de ver jogar nos últimos anos, pela sua espectacularidade, excelência no serviço e potência no remate. Um jogador completíssimo, como vi poucos.
Para terminar, deixo aqui algumas das grandes vedetas que passeiam classe nesta modalidade e que, embora possam não integrar os lugares cimeiros das estatísticas, são aqueles que mais me impressionam:
na selecção de CUBA: Leon, um jovem promissor de apenas 16 anos que vi jogar pela primeira vez este ano, na Liga Mundial, e que é considerado a maior promessa do vólei mundial. Tratasse de um excelente atacante.
na selecção de ITÁLIA: Mastrangelo, o patrão desta selecção, com grande experiência e excelente sentido posicional na rede. Um magnifico bloqueador;
na selecção da SÉRVIA, Miljkovic, excelente atacante, pauta-se sempre como o melhor ou um dos melhores pontuadores da selecção servia. Foi campeão olímpico em Sydnei 2000;
na selecção da ARGENTINA, Rodrigo Quiroga, grande jogador. É o posso de energia da selecção argentina...representa a raça e irreverência sul-americana Excelente no serviço e no ataque. Sem ele a Argentina não seria tão capaz e tão forte…valeria uns pontos menos.
na selecção do BRASIL, Murilo, um tremendo atacante e um fortíssimo servidor, que não tem mais notoriedade apenas porque integra uma selecção fortíssima, recheada de grandes valores;
na selecção da EUA, Clayton Stanley, considerado o melhor jogador de vólei, nos jogos Olímpicos de Pequim. Um grande, grande servidor.
na selecção da RÚSSIA, Mikhaylov, um atleta ainda muito novo, que apresenta como principal arma o seu fortíssimo remate. É no meu entendimento, o melhor, mais espectacular e promissor jogador russo.

Excelente análise! :)
ResponderEliminarTambém não acompanhei grande coisa (transmissões "codificadas"!)o mundial, mas são sempre grandes espectáculos estes jogos entre grandes selecções, com os melhores jogadores do mundo.
Afinal, desporto não é só futebol!
Abraço!