quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

RAFAEL NADAL CAI NOS QUARTOS-FINAL DO AUSTRALIAN OPEN

Rafael Nadal sucumbiu perante o seu compatriota e amigo, David Ferrer.

Quando já todos esperavam mais um duelo de titãs, na final, entre o espanhol e o suíço, Federer, eis que surge a grande surpresa da prova.
Tal como no ano passado, Nadal volta a ser traído por uma lesão, agora na coxa da perna esquerda.
Para o maiorquino, o jogo com Ferrer foi um tormento, quer em termos físicos quer em termos mentais. Uma lesão muscular sofrida no decorrer do primeiro set condicionou toda a estratégia de jogo e abalou-o em termos mentais.
As perspectivas de Nadal eram muito altas, tendo em conta o excelente ténis que vinha praticando. Ao deparar-se, logo no início do encontro, com um problema muscular, rapidamente percebeu que o objectivo, final, estava comprometido
A juntar a tudo isto, apareceu um David Ferrer que, embora jogando sempre o mesmo tipo de jogo - capaz de fazer durante 3 ou 4 horas -, apresentou-se a um grande nível, com fortes pancadas de direita, abrindo muito o court e obrigando Nadal a constantes deslocações, direita/esquerda.
Para quem defrontava um jogador lesionado, esta era a estratégia mais acertada. Foi o que fez Ferrer!

Contrariamente ao que perspectivara (à excepção de Rafa), estará um espanhol nas meias-finais deste torneio, defrontando Andy Murray. A outra meia-final opõe Federer a Djokovic.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ARRANCOU O AUSTRALIAN OPEN!


Iniciou-se, na passada segunda-feira, madrugada de domingo em Portugal, mais uma edição do AUSTRALIAN OPEN, a decorrer no Melbourne Park.

Como já vem sendo hábito nos últimos anos e não necessitam de apresentações, os dois grandes candidatos à vitória final, no quadro masculino, são Rafael Nadal (n.º1) e Roger Federer (n.º 2), que por sinal estão a jogar um excelente ténis, sobretudo Nadal, que tem “esmagado” os seus opositores, nas primeiras rondas.
Porém, outros se perfilam com aspirações legítimas a ganhar este torneio e que, no meu entendimento, poderão destornar Nadal ou Federer: 
  • Andy Rodick, tenista norte-americano, cujo seu jogo assenta que nem uma luva neste tipo de pisos rápidos, em que a disputa dos pontos é muito curta. Porém, para tal, necessita de um 1.º serviço de excelência; 
  • Novak Djokoviv, jogador sérvio, que, quando concentrado, pratica ténis de elevadíssima qualidade e pode ganhar a qualquer adversário;
  • Jo-Wilfried Tsonga, jogador francês, com o ténis mais empolgante de todo o ATP. É muito versátil e criativo nas suas pancadas, com uma direita fortíssima. Pena é, por vezes, ser traído pelas arreliadoras lesões nos joelhos; e 
  • Tomas Berdych, grande promessa checa, com um ténis muito harmoniosa, grande técnica e classe nas trocas de bola. Contudo, não raras vezes, é afetado por um excessivo “narcisismo tenístico”, isto é, é demasiado vaidoso e arrogante na postura que apresenta quer dentro quer fora do court, daí não ser muito apreciado pelo mundo do ténis. 
Escolho estes e não outros, não pela sua posição no Ranking ATP mas por entender serem dos melhores executantes em Hardcourt.

Como facilmente se percebe, excluo do lote de possíveis vencedores, vários tenistas do Top-15, nomeadamente Fernando Verdasco, David Ferrer ou Nicolas Almargo, por entender serem jogadores com “cultura” de terra batida, típica dos tenistas espanhóis, com grandes dificuldades de adaptação a pisos rápidos; Andy Murray, porque psicologicamente é um desastre, muito inconstante. No mesmo encontro é capaz do melhor e do pior, num espaço de minutos; ou Robin Soderling, porque, embora ocupe o 4.º lugar do Ranking ATP e tenha já ganho um torneio do Grand Slam (Roland Garros), não tem, a meu ver, estaleca para estes palcos

Além destes, gostaria de destacar outros tenistas menos conceituados, todos do Top-50, que são da minha preferência e vos aconselho seguirem, sendo certo que alguns deles já não se encontram em prova:
Richard Gasquet, outrora, promissor tenista francês que peca pela falta de resistência, sempre que os encontros se prolongam para lá das três horas…precisamente os torneios de Grand Slam, disputados à melhor de 5 set´s;
Gael Monfils, outro francês, jogador com uma uma disponibilidade física notável, que faz da agilidade e deslizamento sobre o court, com se estivesse a jogar em terra batida, a sua principal arma (aliás, os especialistas revelam mesmo que esta prática poderá trazer-lhe, no futuro, graves lesões ligamentares);
Marcos Baghdatis, um cipriota, que torna os seus jogos verdadeiros batalhas, repletas de grande entusiasmo e empolgamento. É muito efusivo na conquista de pontos, fazendo-se sempre acompanhar por uma grande falange de apoio;
Philipp Kohlschreiber, tenista alemão, jogador com a esquerda mais parecida à de R. Federer, batida a uma mão; e ainda,
Janko Tipsarevic, jogador sérvio, com um ténis muito calculista, que apresenta como cartão de visita uma pancada de direita fortíssima e arrebatadora...autênticos mísseis.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

"QUIERES COMPRAR?! DIZ PREÇO! VENDO BARATO!"

Embora me agrade a forma guerreira como o meu clube tem feito finca-pé ao FCPorto, nada me anima a forma desresponsabilizada como têm tratado o dossier contratações/formação.
Não posso aceitar que se compre e empreste em catadupa, sem critério, dando a sensação que apenas se pretende transaccionar, para que comissões para empresários e dirigentes sejam feitas na penumbra e dissimuladamente.
Só isso justifica que se empreste um jogador que chegou ao clube no início da época e se compre outro, ainda mais velho, para exercer as mesmas funções daquele que lhe deu lugar, ou seja, não jogar; só isso justifica que se compre um jogador por 6 milhões de euros e de imediato se empreste a um clube inglês. Repito: 6 milhões de euros para empréstimo…Como andam boas as finanças do meu clube.

Por outro lado, a busca incessante por avançados sul-americanos é uma fixação doentia que cega e impede dirigentes e treinadores de olhar para os jogadores que vão saindo da “cantera”.
Não estará no Paços de Ferreira o avançado que JJ tanto procura na América Latina, precisando apenas de ser moldado?!

Ah, é verdade, já é do Benfica, não dá direito a comissões…

É este o cenário de grande maioria dos clubes portugueses…comprar “ferro-velho” para tentar fazer dele alumínio...raramente funciona.
E depois surge o problema das naturalizações. É claro que surge! Se não formamos, temos que naturalizar já formados.
Como admiro, ainda que apenas isso, é bem verdade, a política de formação do Sporting!!!