sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ARRANCOU O AUSTRALIAN OPEN!


Iniciou-se, na passada segunda-feira, madrugada de domingo em Portugal, mais uma edição do AUSTRALIAN OPEN, a decorrer no Melbourne Park.

Como já vem sendo hábito nos últimos anos e não necessitam de apresentações, os dois grandes candidatos à vitória final, no quadro masculino, são Rafael Nadal (n.º1) e Roger Federer (n.º 2), que por sinal estão a jogar um excelente ténis, sobretudo Nadal, que tem “esmagado” os seus opositores, nas primeiras rondas.
Porém, outros se perfilam com aspirações legítimas a ganhar este torneio e que, no meu entendimento, poderão destornar Nadal ou Federer: 
  • Andy Rodick, tenista norte-americano, cujo seu jogo assenta que nem uma luva neste tipo de pisos rápidos, em que a disputa dos pontos é muito curta. Porém, para tal, necessita de um 1.º serviço de excelência; 
  • Novak Djokoviv, jogador sérvio, que, quando concentrado, pratica ténis de elevadíssima qualidade e pode ganhar a qualquer adversário;
  • Jo-Wilfried Tsonga, jogador francês, com o ténis mais empolgante de todo o ATP. É muito versátil e criativo nas suas pancadas, com uma direita fortíssima. Pena é, por vezes, ser traído pelas arreliadoras lesões nos joelhos; e 
  • Tomas Berdych, grande promessa checa, com um ténis muito harmoniosa, grande técnica e classe nas trocas de bola. Contudo, não raras vezes, é afetado por um excessivo “narcisismo tenístico”, isto é, é demasiado vaidoso e arrogante na postura que apresenta quer dentro quer fora do court, daí não ser muito apreciado pelo mundo do ténis. 
Escolho estes e não outros, não pela sua posição no Ranking ATP mas por entender serem dos melhores executantes em Hardcourt.

Como facilmente se percebe, excluo do lote de possíveis vencedores, vários tenistas do Top-15, nomeadamente Fernando Verdasco, David Ferrer ou Nicolas Almargo, por entender serem jogadores com “cultura” de terra batida, típica dos tenistas espanhóis, com grandes dificuldades de adaptação a pisos rápidos; Andy Murray, porque psicologicamente é um desastre, muito inconstante. No mesmo encontro é capaz do melhor e do pior, num espaço de minutos; ou Robin Soderling, porque, embora ocupe o 4.º lugar do Ranking ATP e tenha já ganho um torneio do Grand Slam (Roland Garros), não tem, a meu ver, estaleca para estes palcos

Além destes, gostaria de destacar outros tenistas menos conceituados, todos do Top-50, que são da minha preferência e vos aconselho seguirem, sendo certo que alguns deles já não se encontram em prova:
Richard Gasquet, outrora, promissor tenista francês que peca pela falta de resistência, sempre que os encontros se prolongam para lá das três horas…precisamente os torneios de Grand Slam, disputados à melhor de 5 set´s;
Gael Monfils, outro francês, jogador com uma uma disponibilidade física notável, que faz da agilidade e deslizamento sobre o court, com se estivesse a jogar em terra batida, a sua principal arma (aliás, os especialistas revelam mesmo que esta prática poderá trazer-lhe, no futuro, graves lesões ligamentares);
Marcos Baghdatis, um cipriota, que torna os seus jogos verdadeiros batalhas, repletas de grande entusiasmo e empolgamento. É muito efusivo na conquista de pontos, fazendo-se sempre acompanhar por uma grande falange de apoio;
Philipp Kohlschreiber, tenista alemão, jogador com a esquerda mais parecida à de R. Federer, batida a uma mão; e ainda,
Janko Tipsarevic, jogador sérvio, com um ténis muito calculista, que apresenta como cartão de visita uma pancada de direita fortíssima e arrebatadora...autênticos mísseis.

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