Agora que o TOUR DE FRANCE 2011 terminou, com a consagração, nos Champs-Élysées, do australiano Cadel Evas, é oportuno e merecido um sentido tributo ao nosso Rui Costa.
Recordemos…
No passado dia 09 de Julho, assistimos há aparição de mais uma figura que ilustrará, estou certo, o álbum de memórias do desporto português – Rui Costa venceu uma etapa do prestigiado Tour de France.
Depois de Joaquim Agostinho, Paulo Ferreira, Acácio Silva e Sérgio Paulinho, foi agora a vez de Rui Costa, aos 24 anos, deixar a sua marca na maior prova velocipédica do mundo, tornando-se no mais novo ciclista português de sempre a conquistar uma etapa na Volta à França.
Rui Costa, sentindo ser o seu dia de glória, tentou e acabou por conseguir integrar a fuga do dia, composta por 9 ciclistas, que rapidamente alcançou uma confortável vantagem para o pelotão.
À medida que os quilómetros foram sendo ultrapassados, as posições dentro do grupo de fugitivos foram-se definindo.
Pela forma de pedalar e se colocar na bicicleta, Rui Costa demonstrava ser um dos elementos que estaria mais fresco para atacar a ponta final da etapa. Ora, isto era, por si só, pronuncio de que o herói da 8.ª etapa do Tour deste ano poderia ser português.
Quando tudo fazia querer que a decisão da etapa estaria entregue aos homens da frente, onde se incluí-a Rui Costa, eis que a corrida sofre o volte-face: lá atrás no pelotão Vinokourov…havia atacado!
Faltavam 10 quilómetros para o final da etapa e tudo era ainda possível…para mais tratando-se de Vino.
Tudo o que de bom tinha sido feito até então poderia estar irremediavelmente comprometido. De todos os ciclistas presentes no pelotão, Vino era o que maior ameaça representava para o grupo da frente.
A etapa estava bem à sua medida. A capacidade de resistência, aliada à estrondosa compleição física, colocavam-no como o ciclista por excelência para, num terreno algo sinuoso, partir em busca de uma fuga. A cavalgada seria avassaladora, rapidamente passaria pelos homens da frente e fecharia a contagem do dia no primeiro lugar
A cerca de 5 km do final da etapa, Rui Costa, percebendo que o ritmo que o seu grupo levava acabaria apenas por servir de passadeira vermelha para que Vinokourov passasse, decide atacar, deixando para trás os seus companheiros.
Neste momento todos pensamos que o sonho do ciclista português terminava ali, bem no alto, perto da consagração…
Ora, nada mais errado!!
Inesperadamente, faltando pouco mais que um quilómetro para a meta, a diferença, como que por milagre, pára nos 15 segundos e por ai se mantém por alguns instantes. Informado deste facto pelo seu director desportivo, Rui Costa faz um forcing final, mantém a vantagem na “casa” dos 10/15 segundos e acaba por ser o primeiro a cortar a meta.
Parabéns, Rui Costa!

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