Ontem à noite, no final do jogo Dinamo de Zagreb Vs FCPorto, foi veiculada a notícia que o pai do jogador Lucho Gonzalez havia falecido. Foi adiantado, ainda, que o jogador soube da notícia poucas horas antes do encontro e, ainda assim, aceitou jogar. Já CR7 havia feito o mesmo em Setembro de 2005, nas vésperas de um Rússia Vs Portugal
Após ter conhecimento da notícia, fiz zapping por alguns meios de
informação desportiva e o sentimento era unanime: enorme jogador, grande
profissional, um exemplo de entrega e dedicação. Estou certo que, 95% das
pessoas, se não mais, apreciaram o gesto e enalteceram-no.
Se querem que vos diga, não compreendo nem aprecio este tipo de
comportamentos com tiques de heroísmo e amor à camisola.
Respeito este desejo de em campo homenagear o seu progenitor mas não
compreendo. E esta opinião nada tem que ver com o ser humano Lucho Gonzalez mas
tão só com o seu gesto olhado de forma isolada. O que me incomoda é a atitude.
Não sei…não aprecio!
Estarei a ser demasiado cáustico?! Talvez! Mas façam este exercício
mental: imaginem que um dos vossos progenitores faleceu e vocês estão no local
de trabalho quando recebem a notícia. O que fazem? Imagino que continuem a
trabalhar como se nada tivesse acontecido… E, a correr bem, no dia seguinte
voltam para terminar o que não acabaram no dia anterior.
Pois é…!
Coloco-me na posição do jogador portista e não consigo imaginar como
se pode enfrentar o que quer que seja, horas depois de sabermos que uma das
pessoa mais importantes na nossa vida acabou de partir.Mas não jogar resolve alguma coisa?! Não, não resolve. Mas o comboio da vida só passa uma vez e o desgosto é tão grande que tolhe o discernimento, a lucidez, a vontade de falar quanto mais a vontade de enfrentar um jogo de futebol.
Conseguir esquecer, durante hora e meia, tamanha fatalidade é algo que me ultrapassa.
Não acho que se deva criticar a atitude do jogador portista pois só ele sabe as suas motivações. E isso, eu respeito e respeito de verdade. Só não consigo é ter admiração e louvar o acto.

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