quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O VERDADEIRO TÚNEL!

 
        Numa cerimónia, realizada no passado domingo, de homenagem aos atletas e treinadores campeões nacionais pelo FCP, referente à época passada, Jorge Nuno Pinto da Costa, teve mais uma vez o desplante de falar no campeonato dos túneis, afirmando que o FCP só não ganhou o “campeonato dos túneis”.

        Sr. Jorge Nuno, talvez pelo avançar da idade, a clubite e a raiva que nutre pelo SLB tem-lhe tolhido a memoria….o que é pena. Contudo, cá estão os mais novos para, com alguma isenção e dignidade, lha avivarem.
        Caso esteja amnésico, ou a padecer de alguma doença degenerativa do foro psíquico, queria lembrar-lhe que existiu, em tempos, um túnel demasiado conhecido e corrompido, no antigo Estádio das Antas, e esse sim com um rosto bem visível.

        Nos idos anos 90, um tal de Abel Gomes, à época agente da PSP e que a história o conhecerá para sempre como Guarda Abel, era presença assídua no túnel das Antas.
        Ao que consta, este Sr. liderava um grupo de guarda-costas que tinha por objectivo exerceu coacção física e moral sobre todos aqueles que visassem “enfrentar” o FCP ou o Sr. Pinto da Costa.
        O cartão de visita deste grupo era a exibição de metralhadoras que traziam debaixo das gabardinas, para intimidar quem os enfrentasse, sobretudo nas deslocações do FCP a Lisboa. Aliás, segundo João Santos, à data, presidente do SLB, tais armas “eram armas da polícia, requisitadas à sexta-feira, antes dos jogos, e devolvidas na segunda-feira”.
        Inclusive, este grupo possuía cartões de livre-trânsito emitidos pela FPF, que lhes franqueavam o acesso a zonas restritas dos estádios…o próprio Guarda Abel era presença assídua no autocarro do FCP.
        Actuavam, não só no túnel das Antas, mas também em outros estádios ou pavilhões onde as equipas do FCP se deslocavam. Existem estórias que narram desacatos provocados por este grupo, nomeadamente em Barcelos, num Óquei de Barcelos Vs FCP; ou em Braga, no pavilhão Flávio Sá Leite, num ABC Vs FCP.
       Contudo, os casos mais conhecidos ocorreram no futebol. E deixo aqui duas estórias, todas elas ocorridas no início dos anos 90:
  • Nas vésperas de um FCP Vs SLB, que se realizou em 1991 e que a equipa encarnada ganhou com dois golos de César Brito e permitiu a conquista do título nacional, João Santos, à época presidente do Benfica, foi convidado para, em representação do clube, presenciar a cerimónia de tomada de posse dos órgãos sociais do Salgueiros. Durante a cerimónia entrou na sala um indivíduo que o injuriou e ameaçou de morte. Esse indivíduo era Guarda Abel.
          No dia do jogo, a equipa de futebol do Benfica foi obrigada a equipar-se no corredor porque colocaram um produto tóxico no balneário. Tal momento foi capturado por um repórter fotográfico que de imediato entregou o rolo aos dirigentes do clube encarnado. Quando de lá saiu, foi agredido e roubaram-lhe a máquina.
          Após o jogo, Guarda Abel e sua comandita agrediram, em pelo túnel de acesso aos balneários, os dirigentes do Benfica, tendo inclusive vice-presidente Jorge de Brito abandonado o estádio numa carrinha Ford Transit.
          No dia seguinte havia imagens do sucedido.
  • Por último, num Belenenses Vs FCP, de onde resultou um relatório elaborado pela direcção do Belenenses, que relatava terem sido vistas armas no estádio do Restelo, levadas por guarda Abel e sua comitiva.


        Dos actos deste grupo organizado chegou a ser elaborado um relatório pelo então ministro da administração interna, Dias Loureiro, tendo o mesmo relatório concluído a existência de um grupo liderado por Guarda Abel, associando-o a Pinto da Costa e ao FCP.
        Porém, este relatório embora tenha sido publicado em 1992 e dele constassem várias fotografias cedidas, quer pelo Belenenses quer pelo SLB, que mostravam o agente Guarda Abel de arma em punho, nunca as mesmas implicaram quaisquer punições. Tudo foi sido abafado devido ao poder desportivo e politico de Pinto da Costa.
  
        O Sr. Pinto da Costa sempre negou publicamente qualquer relação, de qualquer ordem, com o agente Abel Gomes, contudo e a corroborar a tese de que Pinto da Costa tinha ligações a grupos organizados e, nomeadamente ao Guarda Abel, está o facto de em Janeiro de 1992 o Diário de Noticias ter publicado uma noticia onde informava que dois agentes da PSP haviam sido condenados a 7 anos de prisão por tráfico de droga, um dos quais Tomé Mau (António Barbosa), antigo elemento da segurança do presidente do FCP – é o que pode ler-se no jornal.
        Aliás, ainda há poucos anos, Guarda Abel foi fotografado a “guardar” a Sra. Carolina Salgado, alternadeira de profissão, que se deslocou ao Estádio da Luz para apoiar a equipa presidida pelo seu, à altura, namorado.
        Mais recentemente, foi o próprio Pinto da Costa a ser fotografado ao lado deste ex-agente da PSP.

        Segundo informações da Direcção Nacional da PSP, após a ocorrência de todos estes factos e de que a PSP teve conhecimento, a Divisão de Trânsito da PSP puniu disciplinarmente Guarda Abel, tendo sido posteriormente relegado para o exercício de funções administrativas.
        Hoje, embora já aposentado e na penumbra, ainda efectua alguns serviços de segurança para o Sr. Pinto da Costa, como o documenta a imagem:
  
        Depois de tudo isto ainda tem a desfaçatez de vir falar em túneis?!
        Haja paciência…
        Sr. Jorge Nuno, vá-se catar!

Nota:
Por último, deixo-vos as declarações sobre a pessoa de Guarda Abel, prestadas por HERNÂNI GONÇALVES, um antigo dirigente portista e amigo pessoal de Pinto da Costa: “O guarda Abel é um polícia muito competente e um portista ferrenho, do qual tenho o prazer de ser amigo. Há uns anos, em Alvalade, houve um diferendo entre o Branco e um jogador do Sporting. A polícia quis entrar no balneário e ele disse-lhes: “Alto que aqui ninguém entra. Isto é um santuário fora da autoridade policial”. E eles não entraram”.


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ENTREVISTA SAUDÁVEL


Numa visita ao Agrupamento Vertical das Escolas de Baguim, em Gondomar, Vítor Baia falou de vários temas…

…falou da sua estranha saída do FCP, afirmando que a estrutura do clube não tinha lugar para si;

…falou do assinalável trabalho desenvolvido, até ao momento, por André Vilas Boas, no FCP

…falou da homenagem prometida por Pinto da Costa mas ainda não cumprida;

…falou de Roberto, salientando que para estar no Benfica teria que ter qualidade;

…falou como adepto do FCP; mas, sobretudo,

...falou de uma forma sã, sensata, equilibrada, despido de qualquer pudor ou clubite, falou como nunca poderia falar se ainda estivesse ao serviço do FCP.

Um homem que enquanto jogador nos parecia arrogante e altivo (talvez em virtude dos muitos títulos conquistados), hoje aparece com uma postura respeitável, mentalmente saudável. É deste tipo de “intervenientes” que o futebol português precisa.

Aliás, foi neste campo que Carlos Queiroz teve um papel fundamental na selecção nacional, quando em 89 fez nascer não só um grupo de grandes talentos mas, sobretudo, um grupo de homens bem formados. São vários os exemplos: V. Baia, J. Pinto, F. Couto, Rui Costa, L. Figo, entre outros.

Como faz bem aos Homens desprenderem-se dos clubes, sobretudo de clubes com regime monárquico.

Um Bem-Haja!



quinta-feira, 23 de setembro de 2010

APOSTA ARRISCADA!

Depois de muito se ter feito, dito e escrito, o Sr. Madaíl utilizou a sua última cartada com vista a uma mais do que certa recandidatura à presidência da FPF, contratando o treinador Paulo Bento.

Antes deste, tinha tentado contratar José Mourinho. Todos sabiam, até o próprio Madaíl, que José Mourinho não vinha, caso contrário teria falado primeiro com o presidente do Real Madrid e só depois com o Special One. Em qualquer relação laboral, primeiro falasse com o patrão e só depois com o empregado…mas afinal quem é que paga ao empregado?!
Aliás, a própria “figura” de José Mourinho nas conferências de imprensa que mediaram este assunto suou a patético e ridículo.
Foi o momento cómico do ano…daria uma bela rábula para a minha NelMagazine!

No meu modesto entendimento, Paulo Bento não será a melhor solução para orientar a selecção nacional…foi claramente uma opção de recurso.
Encontrando-se a selecção num momento tão conturbado e, simultaneamente, decisivo, seria sensato contratar um seleccionador com maior experiência e maturidade. Nomes como Humberto Coelho ou Manuel José seriam soluções bem mais adequadas para o momento da selecção. Porém, tal não aconteceu. E não aconteceu porque, o primeiro, saiu em litígio com selecção, após o Euro 2000, e o segundo, sempre foi um mal amado para Gilberto Madaíl.

Importa referir que, durante os quatros anos em que Paulo Bento dirigiu a equipa principal do Sporting, embora tentasse impor rigor e disciplina – o que se pretende na selecção – criou muitos conflitos e animosidades com vários jogadores – que é o que não se pretende na selecção.
Aguardo serenamente, na esperança de estar redondamente enganado, porém parece-me não ter sido a melhor escolha.

 
Percurso cronológico do cidadão PAULO JORGE GOMES BENTO ...

... como jogador profissional :

            • 1988-1989 - iniciou o seu percurso no Futebol Clube Benfica ;

            • 1989-1991 - segue - se o Estrela da Amadora;


            • 1991-1994 - Vitória de Guimarães

            • 1994-1996 - SLBenfica


            • 1996-2000 - Real Oviedo;

             
            • 2000-2004 - termina a sua carreira no Sporting


... como selecionado:

            • 1995-2003 - realizou 35 jogos, nao tendo marcado qualquer golo



... como treinador :

            • 2004 - inicia a sua curta carreira de treinador em 2004, como técnico da equipa de juniores do Sporting, tendo sido campeão nesse ano ;

            • 2005 - após a saida de José Peseiro , ocupa o carga de treinador principal da equipa sénior do SCP, onde esteve até 2009.

domingo, 19 de setembro de 2010

TACUARA RESOLVE!


O Sr. Paulo Sérgio não deve ter estado no Estádio da Luz. Dizer que o Benfica foi apenas mais feliz do que a sua equipa, é tentar ver o impossível.
Não foi apenas a sorte que desequilibrou…
…desequilibrou a melhor organização táctica do Benfica;
…desequilibrou um maior pressing da equipa encarnado;
…desequilibrou, sobretudo, uma melhor qualidade técnica dos pupilos de JJ.

Num jogo nem sempre bem jogado, com muitas faltas, quer de uma equipa quer de outra, com alguma agressividade, embora nunca excedendo os limites, o Benfica foi melhor.

E foi melhor porque, na 1.ª parte, entrou muito forte, com um bloco defensivo muito alto, com a equipa a pressionar a todo o campo, sobretudo, a saída de bola do Sporting…daí os recorrentes passes em profundidade dos centrais do Sporting.

Foi melhor porque criou várias oportunidades de golo, sendo exemplo disso, a bola ao poste, num remate de Cardozo, aos 5 minutos.

Foi melhor porque a equipa leonina nunca conseguiu estabilizar o seu jogo, com um Liedson muito apagado e os alas (Valdês e Yannick) muito lentos nas transições ofensivas, nunca conseguindo criar desequilíbrios, sobretudo, pelas faixas…prova disso é a inexistência de remates á baliza de Roberto, nos primeiros 45 minutos.

Foi melhor porque, na 2.ª parte, a equipa voltou a entrar forte, conseguindo materializar em golos o seu maior ascendente, tendo, a partir de então, jogado mais em contenção, com a sua estrutura mais recuada, à espera do Sporting.

Foi, ainda, melhor porque o engodo saiu na perfeição uma vez que o Sporting subiu no terreno mas, embora conseguindo uma grande oportunidade de golo, desperdiçada por Liedson, provocou muitos espaços nas costas da sua defesa. Como peixe na água, e com as transições ofensivas a saíram ao jeito da época passada, o Benfica foi desferindo vários contra ataques que lhe poderiam ter valido o terceiro ou quarto golos.
O resultado final parece-me justo, num jogo, a espaços, bem jogado.
No que diz respeito ao trabalho do Sr. Carlos Xistra e seus assistentes, embora com falhas, não influenciou o resultado final.
Ora vejamos:

• fora de jogo tirado a Jaime Valdés, na 1.ª parte, que na realidade não existe; e um outro a Liedson, na 2.ª parte, também ele inexistente – este sim um lance que poderia ter criado grande perigo para a baliza de Roberto;

• entrada muito perigosa de Javi Garcia sobre Liedson, aliás em tudo semelhante ao lance da expulsão de João Pereira, ocorrido o ano passado na meia-final da Taça da Liga, no estádio da Luz.
Embora aceite que o árbitro poderia ter expulso o jogador do Benfica, visto tratar-se de uma entrada que colocou em causa a integridade física do jogador leonino, na minha perspectiva em nenhum dos casos é lance para cartão vermelho directo…aliás, a entrada de Javi Garcia é lateral e não por trás, logo não se trata de um tackle. Contudo, e voltando a repetir, aceito que o árbitro expulsa-se Javi Garcia;

• entrada dura de Maniche sobre a canela de David Luiz, na 2.ª parte;

• mão na bola de R. Amorim que lhe poderia ter valido a expulsão, contudo e segundo a lei, um lance de braço na bola só pode dar origem a cartão amarelo se o mesmo cortar um lance de perigo, o que não foi o caso, até porque a bola ia para fora;

• cartão amarelo muito mal mostrado a Fábio Coentrão, num lance em que Liedson simula, como só ele sabe, falta.

sábado, 18 de setembro de 2010

SR. MADAÍL, VÁ-SE EMBORA!!!






A ida de Gilberto Madaíl, a Madrid, para tentar resgatar José Mourinho a Florentino Perez, é ridícula.

E por vários motivos…




Primeiro, porque já toda a gente sabia qual seria a resposta, quer de Mourinho quer de Florentino Perez…o primeiro, por cortesia, diria que sim; o segundo, por uma questão de estratégia, diria que não…E foi o que aconteceu;

Segundo, porque a imagem que passa para o exterior é a de um país que, para além de um défice e uma taxa de desemprego altíssimas, não tem capacidade para, serenamente, encontrar um técnico livre e desimpedido, que possa pensar apenas na equipa nacional.

Terceiro, porque a atitude, em termos directivos, é desastrosa. Não se compreende que, estando a selecção desde a sua base até topo sem uma linha de orientação, se tente contratar um seleccionador para…dois jogos.
Quando todos pensavam que o mais sensato era tentar encontrar um seleccionador que trouxesse organização e disciplina, novas ideias, novos métodos de treino, uma nova disciplina táctica e pensa-se na selecção como um todo e a longo prazo, o Sr. Madail pensou numa solução para dois jogos, de forma a que, daqui a um mês, tudo tenha que ser mudado novamente
Além do mais, só se compreenderia uma solução deste calibre se a mesma coloca-se a selecção nacional no Euro 2012...o que está longe de ser verdade.

Sr. Madaíl, o desespero é muito grande…mas não se preocupe porque o Sr. Lourenço Pinto, presidente da Associação de Futebol do Porto, já veio descansar as hostes…terá o apoio da “corja” que preside as associações de futebol do país para que possa continuar no poleiro.

É caso para dizer: o rei vai nu…mas sem vergonha!!!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

"RAÇA" NADAL


Rafael Nadal conquistou, na passada 2.ª feira, o único Grand Slam que lhe faltava: o US Open

Em pleno Artur Ashe Stadium, no complexo de Flushing Meadows, e perante mais de 22.000 espectadores, Nadal demonstrou de que fibra são feitos os campeões, arrebatando o seu 9.º Grand Slam.
Aliás, depois de: Fred Perry (1935); Don Budge (1938); Roy Emerson (1964); Rod Laver (1969); Andre Agassi (1989); e Roger Federer (2009), foi a vez de Rafael Nadal se tornar no mais jovem de sempre a conquistar o Grand Slam de Carreira (conquista dos quatro torneios do Grand Slam – Open da Austrália, Wimbledon, Roland Garros e US Open ).

No que diz respeito ao jogo, Nadal entrou muito forte na partida, bastante concentrado, tendo arrebatado o primeiro set sem dificuldades. Contudo, Djokovic ripostou, subiu o seu nível de jogo, aproveitou alguma apatia de Nadal e acabou por vencer o segundo set. No terceiro e quarto set’s, o maiorquino voltou à carga, voltou a “meter” os seus primeiros serviços e fechou a partida, vencendo por três sets a um, ao cabo de quase quatro horas de encontro.

Na minha modesta opinião, R. Nadal é, hoje, o melhor tenista da actualidade. E só não é n.º 1 mundial há mais tempo porque apanhou, na sua era, um super R. Federer – considerado o melhor tenista de sempre, em virtude dos seus 16 títulos de Grand Slam, já conquistados.
Para quem acompanha o mundo do ténis, sobretudo torneios do Grand Slam, verifica uma evolução permanente no ténis praticado pelo espanhol.
Ao seu já conhecido e poderoso jogo de fundo de court, com uma direita pesadíssima e muito topspin, Nadal aliou um serviço mais chapado e menos spinado, o que o torna um jogador mais completo, visto que a sua grande lacuna era o serviço, o que permitia muitos winners aos adversários.
Porém, Nadal tem um grande handicap: a sua compleição física. Embora seja uma vantagem no seu fortíssimo jogo de fundo do court, sempre desgastante para os adversários, a verdade é que, segundo alguns especialistas, a sua carreira não será tão longa como a de outros grandes tenistas visto que um corpo com grande quantidade de massa muscular é mais propicio a lesões. Aliás, elas já se vão fazendo sentir com alguma assiduidade, aos 24 anos.

Hoje, R. Nadal apresenta-se como n.º 1 mundial e não o fica a dever a ninguém.
Embora R. Federer continue a ser o melhor ou um dos melhores de sempre, com um serviço terrivelmente eficaz e uma esquerda a uma mão, como só ele sabe executar, a verdade é que Nadal desenvolveu e aperfeiçoou imenso o seu ténis, apresentando-se um jogador mais completo que o jogador suíço. Alia à técnica uma grande combatividade, força mental e espírito de luta, algo de que R. Federer não dispõem na mesma quantidade/qualidade. E essa é a virtude que, hoje, faz pesar a balança a favor de R. Nadal.
Estou certo que ultrapassará os 16 títulos R. Federer…a não ser que as lesões o tramem.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

SR. PRESIDENTE, NÃO CONCORDO!


    
Queria expressar o meu descontentamento relativamente as medidas ontem tomadas, em Plenário dos Órgãos Sociais do Benfica.




Vamos por partes:
    
      Primeiro, não pactuo com boicotes.
      Embora o clube tenha razões de queixa da arbitragem, não nos iludam com jogadas de bastidores: a equipa tem demonstrado um nível exibicional bastante sofrível, não se vislumbrando uma ideia de jogo, um fio condutor. Boicotar os jogos fora parece-me uma medida, no mínimo, desastrosa: agora que o grupo mais precisa do apoio dos adeptos é que se vai coarctar esse apoio?! Não entendo...
      Além disso, não jogar uma, embora desinteressante, Taça da Liga implica, por um lado, prescindir de uma competição que poderia dar ritmo competitivo e entrosamento aos atletas menos utilizados e, por outro lado, não assumir as responsabilidades que a grandeza e os pergaminhos do clube a isso obrigam.
     
       Segundo, este tipo de medidas fazem lembrar “outros” tempos.
      Aceitar esta politica dos Órgãos Sociais, significa estar conivente com outras políticas semelhantes, praticadas, outrora, por outros clubes.
      Se fui critico em relação à postura do FCP que durante anos coagiu e manipulou o sistema de arbitragem em Portugal, quer na Liga quer na Federação, não posso aceitar que o meu clube descarregue nos árbitros toda a frustração do que não conseguem fazer em campo. Este tipo de atitudes “cheira” sempre a desculpas de mau perdedor e acabam por surgir, no futuro, como tema de chacota para os clubes rivais.
      Posto isto, acho que devemos estar atentos as arbitragens…o que não devemos é criar uma onda de ruído que incite à contestação e instabilidade e que esconda outros males.
     
       Terceiro e único ponto onde estou de acordo com a Direcção.
      Os ataques de violência com o arremesso de pedras e bolas de golf sobre o autocarro do Benfica, sempre que passa pela cidade do Porto, são a todos os títulos repugnáveis
      Há por isso que assacar responsabilidades a quem as tem…e o Sr. Pinto da Costa tem-nas mais do que os outros, já que se presta, constantemente, ao incitamento da violência entre Norte e Sul, provocando um mar de ódio entre estas duas regiões do país, pelo menos no que ao futebol diz respeito. Como tal, concordo que se convoque uma audiência com o ministro da administração interna, Rui Pereira para que sejam tomadas medidas.
      No meu modesto entendimento, este problema concreto do arremesso de objectos para os autocarros seria resolvido com a colocação de 2/3 agentes de autoridade sobre cada um dos viadutos por onde passem os autocarros. Isto, obviamente, apenas nos centros e imediações das cidades dos clubes rivais.
     Quero ainda que fique claro que o problema da violência no desporto não é da exclusiva responsabilidade de um só clube mas de todos.

sábado, 11 de setembro de 2010

A NEBLINA QUE PAIRA SOBRE O HOQUEI PATINS PORTUGUÊS!


Está a decorrer o 49.º Campeonato da Europa de Hóquei Patins, em Wuppertal, na Alemanha.
Portugal iniciou o campeonato vencendo, a outrora poderosa, selecção da Itália, por 4-1. Seguiram-se as vitórias sobre a Inglaterra (14-1), a Alemanha (5-1), a Áustria (23-0), nos quartos-final, e, novamente, a Alemanha (6-1), na meia-final.

A Selecção tem hoje um jogo que poderá devolver o hóquei patins português ao patamar de excelência do desporto nacional…por onde andou durante muitos e bons anos. Para tal é necessária que derrote a hexacampeã, Espanha, e reconquiste um título que já lhe foge desde 1998.

Em Portugal, a modalidade padece de um mal que a vai corroendo lentamente.
Do meu ponto de vista, o principal culpado desta morte anunciado, que, esperamos, não se concretize, foram/são os meios de comunicação social, devido ao seu absoluto desinteresse pela modalidade. Convém destacar aqui a televisão, que tem deixado ao abandono este desporto…situação que não se verifica em mais nenhuma modalidade, daquelas que arrecadaram prestigio para Portugal.
A consequência desse desinvestimento televisivo foi a falência e as dificuldades económicas por que passaram e continuam a passar alguns clubes, outrora, gigantes. As suas direcções deixaram de ter “este” suporte financeiro, o que implicou gestões ruinosas, com os clubes a viverem acima das suas possibilidades.
O primeiro sinal deste divórcio, entre os portugueses e o hóquei patins, é o provável desconhecimento que todos temos sobre as novas regras implementadas nesta modalidade.
Senão vejamos:

• os cartões amarelos deixaram de constar do bolso dos senhores árbitros;

• um jogador pode ver três cartões amarelos, sendo que ao terceiro verá cartão vermelho;

• a amostragem de um cartão amarelo origina a suspensão do jogador admoestado, pelo período de 2 minutos;

• a exibição de um cartão azul dá origem à suspensão do jogador admoestado, pelo período de 4 minutos;

• sempre que dois jogadores de diferentes equipas são sancionados com cartão azul, as equipas não ficam, cada uma delas, com menos um jogador, durante dois minutos. O jogador expulso em cada equipa poderá ser substituído por um colega de equipa;

• sempre que um jogador vê cartão azul e a sua equipa fica reduzida a quatro elementos, a restituição da equipa será efectuada ou quando terminem os dois minutos de suspensão ou quando a equipa reduzida a quatro elementos sofra um golo (tal como no Futsal);

• sempre que uma equipa é reduzida a quatro elementos, se sofrer um golo, poderá entrar de imediato um quinto jogador, sendo certo que esse jogador nunca poderá ser o jogador suspenso, porque esse terá que cumprir os dois minutos até ao fim;

• passou a existir um terceiro arbitro, acrescentar aos dois de campo (como já acontece no futebol);

• sempre que é assinalada uma grande penalidade, o árbitro não apita para a sua marcação. Coloca a mão no ar e faz a contagem decrescente de cinco segundos;

• embora continue a existir a linha de anti-jogo, esta pode ser ultrapassada desde que a mesma não seja violada mais do que cinco vezes por jogo e, em cada violação, não ultrapasse o período continuo de 5 segundos;

• a equipa que ataca não poderá estar sem “atacar” a baliza adversária mais do que quarenta e cinco segundos, sob pena de incorrer em jogo passivo (tal como já acontece no andebol);

• cada equipa não pode cometer mais de nove faltas durante todo o jogo, sob pena de à décima falta, a equipa que a cometer, ser penalizada com um livre directo;

• a partir da décima falta, a cada cinco faltas será assinalado um livre directo;

• sempre que uma equipa esteja na eminência de atingir a décima falta, é colocada uma bandeira encarnada na mesa do terceiro árbitro, assinalando a situação;

• o penalty tem que ser batido directamente.

Espero que o Hóquei em Patins volte a ser uma modalidade acarinha por todos os portugueses…como já o foi.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O meu cartão ao Benfica e à Arbitragem!


Queria deixar aqui um pequeno comentário relativo as primeiras quatro jornadas do nosso Campeonato Nacional de Futebol.

Para que não restem dúvidas acerca da minha idoneidade e imparcialidade sobre o tema, vou começar por analisar o futebol praticado pelo meu clube – Benfica – neste inicio de campeonato.
O futebol praticado pelo Benfica está longe daquele que foi praticado durante grande parte da época passada.
Parece-me que a presente época foi preparada com alguma sobranceria e com demasiada confiança – típico dos adeptos benfiquistas, que têm um mau costume: embandeirar em arco quando ainda pouco conquistaram.
Quando falo que a época foi mal preparada, estou a referir a duas coisas: politica de contratações e sistema táctico.

1) Politica de contratações
JJ e R. Costa não conseguiram colmatar as saídas de Ramires e Di Maria. Os jogadores que entraram não têm necessariamente as mesmas características dos que saíram. Dá ideia que se comprou em função da oportunidade de negócio e não em função das necessidades da equipa.
A equipa perdeu velocidade e pressing a meio campo, o que a torna presa fácil para os adversários.

2) Sistema táctico
É um erro crasso JJ continuar a insistir no sistema táctico 4-4-2.
Durante grande parte da pré-época foi testado o 4-3-3, e com ele surgiram resultados bastante aceitáveis e exibições bem conseguidas. Contudo no primeiro jogo oficial da época JJ voltou ao 4-4-2. Resultado?! Levamos um banho de bola do Porto.
E nada aprendeu com essa derrota, uma vez que continuou e continua a insistir num desgastado (em função dos jogadores que tem) 4-4-2.
Sr. JJ, se lê o meu espaço de informação e opinião, deixo-lhe uma sugestão: porque não experimentar J. Garcia, C. Martins e Aimar, no meio; e Jara, Cardozo e Salvio/Saviola, no ataque. Parecia-me uma equipa mais equilibrada e bem mais adequada aos jogadores de que dispõe no plantel.

Quanto aos jogos já disputados, no presente campeonato, tenho que reconhecer que o futebol do Benfica tem sido, na grande maioria das vezes, desinteressante, sem ideias, onde não existe pressão colectiva e em que os passes errados são mais do que muitos, como se viu hoje, em Guimarães.
Sobretudo nos últimos 25 minutos de jogo, a equipa não conseguiu construir uma jogada clara de golo. Existe muito passe bombeado para o ataque sem que lhe seja associada uma ideia, uma estratégia.
Não vi a equipa a deixar tudo em campo, e quando assim é, alguma coisa vai mal.

Contudo, e apesar de reconhecer o défice de qualidade do futebol jogado, não posso esquecer as arbitragens nos jogos do Benfica, nestas primeiras quatro jornadas. E faço-o apenas por um motivo: durante toda a época passada, fomos (nós, benfiquistas) bombardeados com as expressões como “colo”, “colinho”, “túneis”, “roubo”, etc.
Queria dizer aos autores de tais expressões que os tenho visto bastante calados…
As arbitragens dos jogos do Benfica têm sido muito pobres, quase sempre em prejuízo do Benfica (excepção feita a uma ou duas expulsões, sobretudo Cardozo, que tem revelado bastante dureza nos lances que divide com os adversários). Pelo contrário, os jogos dos rivais, principalmente Porto e Sporting, têm sido um fartote de penalties contra, por assinalar, golos em fora de jogo, enfim…

Dou tudo isto de barato, a excepção do jogo de ontem a noite, em Guimarães.
Foi mau de mais para ser verdade. São dois penalties claros por marcar a favor do Benfica; um fora de jogo tirado ao Saviola, que o colocaria isolada na cara de Nilson, segundo cartão amarelo que ficou por mostrar a Alex, aos 69min, já para não falar nos sete cartões amarelos mostrados a jogadores do Benfica, alguns deles ridículos (casos de J. Garcia e D. Luiz). São todos eles lances evidentes que só um arbitro medíocre e presumivelmente tendencioso não vê.

Parece-me que a entrada do Sr. Fernando Gomes, na Liga, começa a dar os seus frutos.
O mais ridículo de tudo isto é que o Sr. Vieira foi dar o seu abraço de conforto e coragem ao actual líder da Liga, na altura da sua candidatura.
Só tem o que pediu…





quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O FUTEBOL PORTUGUÊS NO SEU MELHOR...




A parafernália de acontecimentos que têm envolvido a FPF e o seleccionador nacional, Carlos Queiroz, nos últimos meses, levaram-me a deixar aqui alguns considerandos.

E começo pelo início…

A 11 de Julho de 2008, Carlos Queiroz foi contratado para ocupar o cargo de seleccionador nacional, substituindo Luiz Felipe Scolari.
As exibições durante a fase de apuramento para o Mundial, na África do Sul, sempre revelaram um seleccionador parco de ideias, com uma equipa a jogar um futebol demasiado defensivo e muito cinzento, sendo clara a falta de um líder, aliás, bastante patente, dentro de campo embora menos evidente, fora dele.
A verdade é que tudo ficou esquecido quando Portugal afastou a Bósnia, no play-off, de apuramento para o mundial.
Porém, voltamos à “vaca fria” com a divulgação da lista de convocados para o Mundial.
Ora vejamos:

Como foi possível convocar o jovem Daniel Fernandes, que ninguém conhecia, em detrimento do internacionalíssimo Quim?
Aliás, a este propósito deixava aqui uma nota: se o critério para afastar o Quim da baliza da nossa selecção foi o facto de ter sofrido 6 golos contra o Brasil, em Novembro de 2008, pergunto: quem irá suceder a Eduardo? É que na terça-feira sofreu 4 golos contra os modestíssimos noruegueses.
O argumento de Carlos Queiroz para não convocar Quim foi o facto de este apenas ter presente na selecção e não futuro. E eu volto a perguntar: e Deco, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho que futuro tinham/têm na selecção?

Como foi possível convocar Miguel, do Valência, um jogador extremamente conflituoso e demasiado “pesado” para o futebol de alta competição, em detrimento de um jogador como João Pereira, do SCBraga, que tinha feito uma primeira parte de campeonato espectacular?

Como foi possível convocar Pepe, do Real Madrid, um jogador que estava à 5 meses lesionado e que integrou o estágio, na Covilhã, ainda lesionado, em detrimento de um jogador como João Moutinho (convocado para todos os jogos da fase de apuramento para o mundial) ou como Ruben Amorim ou até mesmo como Carlos Martins?
Aliás, Pepe a estar em condições seria pagar jogar a defesa central e nunca a trinco, isto porque com Pepe a trinco não se ganha um bom trinco mas perde-se um grande central.

Como foi possível convocar jogadores como Duda ou Ricardo Costa, quando tínhamos soluções dentro dos convocados para ocupar esses lugares, em detrimento de opções mais atacantes?
Não se compreende…

Embora tivéssemos sido afastados do mundial pela poderosa selecção espanhola, a verdade é que o futebol demonstrado durante o torneio foi pouco mais que medíocre.
Ficou provado que o seleccionador não é treinador de banco, não sabe mexer com a equipa durante o jogo quando as adversidades a isso o obrigam, não consegue impulsionar e entusiasmar os seus jogadores e, o mas mais importante, não tem perfil de líder – isso foi patente com os inúmeros casos de indisciplina que assolaram o grupo, ao longo do mundial.
O desnorte continuou patente nestes dois últimos jogos, cujos resultados nos colocam praticamente afastados da fase final do Europeu 2012.
Quer no jogo contra Chipre quer no jogo contra a Noruega, como é possível que dois jogadores – Manuel Fernandes e R. Quaresma – passem de não seleccionáveis a titulares, no espaço de dois meses.
Pior ainda, como é possível que apresentemos um meio campo composto por M. Fernandes, R. Meireles e Tiago que praticamente ainda não jogaram esta época, ou ainda, que se continue a insistir em Miguel, na lateral direita.

Para fim de festa, faltava um “Caso Queiroz”, mesmo à boa moda portuguesa.
Tudo se desenvolveu de forma errada: desde a forma matreira como decorreu o inquérito ao indesculpável vocabulário arruaceiro de Carlos Queiroz.
É bem verdade que a forma como o seleccionador se insurgiu contra a ADoP e, mais concretamente, contra o seu presidente não é admissível mas também não é menos verdade que os senhores da ADoP não são nenhuns meninos de coro…
Veja-se a perseguição de que foi alvo o jogador Nuno Assis, à altura atleta do Benfica: o jogador acusou nandrolona, num controlo antidoping efectuado em Dezembro de 2005, tendo a Comissão Disciplinar da Liga suspendido de imediato o jogador por seis meses. O Benfica recorreu para a FPF que suspendeu a pena. Ora, foi o Conselho Nacional Antidopagem (órgão consultor da ADoP) quem impulsionou o envio do caso para o Tribunal Arbitral do Desporto, que aumentou a pena para um ano.
Na resolução deste caso, a FPF demonstrou existirem dois pesos e duas medidas.
Pense-se na forma como foi resolvida a agressão de Luiz Scolari ao jogador da Sérvia, Dragutinovic. Foi apenas advertido e penalizado com uma multa de € 35.000,00.
O que terá sido mais grave: os insultos a Luís Horta ou a agressão ao jogador sérvio? Deixo à vossa consideração…
Para mim a situação é simples: a grande maioria da estrutura directiva da FPF não quer, como nunca quis, Carlos Queiroz no comando da nossa selecção. Hoje, querem correr com ele mas para o fazerem têm que pagar perto de € 5.000.000,00 de indemnização. Como não querem despender desta verba, estão a recorrer a estratagemas jurídicos que o “obriguem sair. A via escolhida foi a mais desastrosa.
Aliás, o Dr. Gilberto Madaíl tem se prestado a um papel ridículo: se hoje sai a terreiro para defender que, quer ele quer a FPF, apoiam Carlos Queiroz, amanhã vem instaurar um inquérito ao seleccionador por uma entrevista dada ao expresso. Sr. Presidente, decida-se.
Aquilo que me parece é que alguns dos elementos que compõem o corpo directivo da FPF já lá estão há demasiado tempo…está na hora de saírem: Carlos Queiroz, Gilberto Madaíl, Amândio de Carvalho, todos! Eu sei que o tacho é bom mas…já chega de mamar!
Porém, não acredito que isso vá acontecer.
O bode expiatório de tudo isto será, por certo, Carlos Queiroz que sairá pela porta pequena. Tudo o resto manter-se-á igual, ou não estivesse a FPF envolvida numa engalanada candidatura ibérica à organização do Mundial de 2018, cuja imagem não pode ser beliscada por uma Federação que demonstre instabilidade directiva. Tudo tem que parecer saudável para os senhores da UEFA.
Avizinham-se, por isso, tempos difíceis…

Falta apenas uma palavrinha para o Sr. Laurentino Dias.
O Sr. Secretario de Estado da Juventude e do Desporto, tem tido um comportamento deplorável ao imiscuir-se num processo perante o qual deveria ter uma postura isenta, embora preocupada e atenta.
Não só não o fez, como marcou uma conferência para tomar posição sobre questões que não são da sua directa competência.
É notória a tentativa de vingança do governo sobre o Prof. Carlos Queiroz, visto este não ser um confesso socialista…pelo contrário.
Além disso, a ausência no funeral do “Bom Gigante”, José Torres foi apenas mais uma mancha negra num percurso titubeante e desastroso enquanto representante governativo do desporto.
Sr. (recuso-me a tratá-lo por Dr.) Laurentino Dias, sabe uma coisa? Vá trabalhar…já não o faz à muito!!! E tenha vergonha!!!

Nota: visto que a saída de Carlos Queiroz está eminente, eu avanço um nome: Humberto Coelho. Que saudades do futebol praticado no Euro 2000.
Bons tempos!!!


terça-feira, 7 de setembro de 2010

"Foda-se! Caralho! Por que é que estes gajos não vão, a esta hora, fazer o controlo na c... da mãe do Luís Horta?".

[Embora não seja minha intenção fazer deste um espaço mera notícia, não pude deixar de satisfazer o desejo de uma acérrimo leitor que pretendia ser esclarecido sobre o caso Queiroz. Tentei não apresentar este assunto pela vertente exclusivamente jurídica para que não fosse confuso…se é que não o cheguei a ser.

Como tal, aqui fica uma “espécie de…súmula” do que foi, desde 16 de Maio de 2010, o caso Queiroz]

A 16 de Março de 2010, cerca das 8h00, a Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) dirigiu-se à Covilhã, mais concretamente ao hotel onde se encontrava a estagiar a Selecção Nacional de Futebol, para aí proceder à recolha das habituais e necessárias amostras de sangue dos jogadores para posterior análise que, diga-se, em abono da verdade, deram todas resultado negativo. O que, de resto, é usual antes de cada grande competição internacional, como o é um Campeonato do Mundo de Futebol.

Acontece que o seleccionador nacional, o Prof. Carlos Queiroz, entendeu a visita madrugadora (?!) como uma afronta à estabilidade física e mental dos seus jogadores. Vai daí, decidiu insultar os médicos da ADoP, nomeadamente o presidente daquele organismo, o Dr. Luís Horta, proferindo alguns impropérios, como são exemplo: "Foda-se! Caralho! Por que é que estes gajos não vão, a esta hora, fazer o controlo na cona da mãe do Luís Horta?".

Deste incidente resultou a abertura de um inquérito instaurado pelo Instituto do Desporto de Portugal (IDP), a 10 de Julho de 2010, para que fossem averiguados os acontecimentos ocorridos.

Depois de decorrido o inquérito, foi elaborado o respectivo relatório.

A 23 de Julho de 2010, foi o mesmo remetido pela Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto para a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), para que esta lhe dê-se o devido seguimento.

Por sua vez, a FPF remeteu o referido relatório para o seu órgão de disciplina (Conselho de Disciplina) para que este procedesse à abertura de um processo de averiguações.

Convém esclarecer que o Prof. Carlos Queiroz vinha “acusado” de, não só ter insultado os médicos do ADoP, como também de ter perturbado o bom e normal funcionamento da recolha das respectivas amostras de sangue. A provar-se, a primeira infracção seria punida ao abrigo do Regulamento Disciplinar da FPF; já a segunda, seria punida ao abrigo da Lei 27/2009, de 19 de Agosto (estabelece o regime jurídico da luta contra o doping no desporto).
No dia 19 de Agosto, a FPF divulgou a decisão do Conselho de Disciplina, que aqui transcrevemos:

“O Conselho de Disciplina da FPF considerou parcialmente procedente, por provada, a acusação deduzida na nota de culpa contra o arguido, Prof. Carlos Manuel Brito Leal Queiroz e, em consequência:

I – Ordenar o arquivamento do processo no que respeita à violação do artigo 48º, nº1, com referência ao artigo 54º, nº 1 e 3º, nº2, alínea e), todos da Lei 27/2009, de 19 de Junho, absolvendo o arguido, nessa parte, da acusação contra si deduzida.

II – Condenar o arguido, Prof. Carlos Manuel Brito Leal Queiroz, na pena de 1 (um) mês de suspensão e multa de 1.000,00 € (mil euros), pela prática da infracção prevista e punida pelos artigos 98º, nº 1 e 103º, nº 2 do Regulamento Disciplinar da FPF, conjugados com o disposto no artigo 61º, nº 1 e 1º, nº 4, do mesmo Regulamento”.

Contudo, a 24 de Agosto de 2010, o presidente do IDP, em substituição do Dr. Luís Horta, decidiu avocar (chamar a si) a decisão final deste processo, na parte que determinou o arquivamento das supostas perturbações na recolha das amostras de sangue – ponto I do Acórdão do Conselho de Disciplina da FPF, mantendo a punição estabelecida no ponto II do referido acórdão.

De acordo com a Lei 27/2009, a ADoP pode, a todo tempo, avocar ou alterar as decisões de arquivamento proferidas por um órgão jurisdicional de uma federação, proferindo uma nova decisão.

Isto porque, embora a referida lei determine que a competência para aplicar sanções disciplinares esteja delegada pela ADoP nas federações desportivas, a verdade é que para tal acontecer é necessário que as mesmas possuam um regulamento federativo antidopagem, o que, à data dos factos, não se verificava.

Assim sendo, a ADoP justificou a avocação do processo com o facto de a conduta do Prof. Carlos Queiroz constituir uma violação do artigo 3.º, n.º 2, alínea e): “ A obstrução, a dilação injustificada, a ocultação e as demais condutas que, por acção ou omissão, impeçam ou perturbem a recolha de amostras no âmbito do controlo de dopagem.”) da Lei 27/2009, de 19 de Agosto; essa violação ser sancionada com a aplicação de uma sanção disciplinar; e a FPF não ter competência para aplicar essa mesma sanção (prevista na Lei 27/2009) uma vez que não tem um regulamento antidopagem. Caso contrário, poderia sub-rogar-se à ADoP e aplicar as respectivas sanções.

A 30 de Agosto de 2010, a ADoP emite o respectivo acórdão onde conclui, por um lado, que o Conselho de Disciplina da FPF não tinha competência para aplicar as sanções decorrentes da violação das condutas previstas na Lei 27/2009 e, por outro, substituiu a decisão do Conselho de Disciplina da FPF na parte em que esta arquivou o processo (ponto n.º I da decisão de 19 de Agosto de 2010), tendo aplicado ao seleccionador nacional Carlos Manuel Brito Leal Queirós a pena de seis meses de suspensão da actividade desportiva.

Por último, a Lei 27/2009, de 19 de Agosto prevê ainda que da decisão proferida pela ADoP caiba recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), em Lausanne.


Nota: caro leitor Carlos Araújo, espero ter sido esclarecedor.


_______Em breve publicarei a minha opinião sobre todo este imbróglio._______



quarta-feira, 1 de setembro de 2010

SEJAM BEMVINDOS!!!

Caros leitores, após longos meses dedicados a elaboração deste espaço, é com enorme prazer que o dou, hoje, 01 de Setembro de 2010, como oficialmente aberto.

Contudo, é com alguma pesar e consternação que o faço, uma vez que o design escolhido para decorar este espaço foi objecto de forte censura. Sei que desiludi alguns dos leitores que me conhecem de outras paragens e estavam à espera de algo ”arriscado”, contudo, tal não foi possível.

Confusos?! Eu explico…

Quando me despertou o interesse em criar um blogue, fiquei desde logo com a sensação que esta seria a imagem de marca do mesmo…a que melhor se identificaria com o título e conteúdo deste espaço. Contudo, tal imagem teve que passar pelo “crivo matrimonial”, tendo sido chumbado sem reservas.
Mediante tal censura, outra alternativa não me restou senão colocar a imagem bacoca que podem apreciar no cabeçalho deste espaço.

Decepções aparte, espero que este seja um espaço útil para quem gosta de desporto.

Sejam BEMVINDOS AO NEL DESPORTIVO!!!