terça-feira, 14 de setembro de 2010

SR. PRESIDENTE, NÃO CONCORDO!


    
Queria expressar o meu descontentamento relativamente as medidas ontem tomadas, em Plenário dos Órgãos Sociais do Benfica.




Vamos por partes:
    
      Primeiro, não pactuo com boicotes.
      Embora o clube tenha razões de queixa da arbitragem, não nos iludam com jogadas de bastidores: a equipa tem demonstrado um nível exibicional bastante sofrível, não se vislumbrando uma ideia de jogo, um fio condutor. Boicotar os jogos fora parece-me uma medida, no mínimo, desastrosa: agora que o grupo mais precisa do apoio dos adeptos é que se vai coarctar esse apoio?! Não entendo...
      Além disso, não jogar uma, embora desinteressante, Taça da Liga implica, por um lado, prescindir de uma competição que poderia dar ritmo competitivo e entrosamento aos atletas menos utilizados e, por outro lado, não assumir as responsabilidades que a grandeza e os pergaminhos do clube a isso obrigam.
     
       Segundo, este tipo de medidas fazem lembrar “outros” tempos.
      Aceitar esta politica dos Órgãos Sociais, significa estar conivente com outras políticas semelhantes, praticadas, outrora, por outros clubes.
      Se fui critico em relação à postura do FCP que durante anos coagiu e manipulou o sistema de arbitragem em Portugal, quer na Liga quer na Federação, não posso aceitar que o meu clube descarregue nos árbitros toda a frustração do que não conseguem fazer em campo. Este tipo de atitudes “cheira” sempre a desculpas de mau perdedor e acabam por surgir, no futuro, como tema de chacota para os clubes rivais.
      Posto isto, acho que devemos estar atentos as arbitragens…o que não devemos é criar uma onda de ruído que incite à contestação e instabilidade e que esconda outros males.
     
       Terceiro e único ponto onde estou de acordo com a Direcção.
      Os ataques de violência com o arremesso de pedras e bolas de golf sobre o autocarro do Benfica, sempre que passa pela cidade do Porto, são a todos os títulos repugnáveis
      Há por isso que assacar responsabilidades a quem as tem…e o Sr. Pinto da Costa tem-nas mais do que os outros, já que se presta, constantemente, ao incitamento da violência entre Norte e Sul, provocando um mar de ódio entre estas duas regiões do país, pelo menos no que ao futebol diz respeito. Como tal, concordo que se convoque uma audiência com o ministro da administração interna, Rui Pereira para que sejam tomadas medidas.
      No meu modesto entendimento, este problema concreto do arremesso de objectos para os autocarros seria resolvido com a colocação de 2/3 agentes de autoridade sobre cada um dos viadutos por onde passem os autocarros. Isto, obviamente, apenas nos centros e imediações das cidades dos clubes rivais.
     Quero ainda que fique claro que o problema da violência no desporto não é da exclusiva responsabilidade de um só clube mas de todos.

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