quarta-feira, 15 de setembro de 2010

"RAÇA" NADAL


Rafael Nadal conquistou, na passada 2.ª feira, o único Grand Slam que lhe faltava: o US Open

Em pleno Artur Ashe Stadium, no complexo de Flushing Meadows, e perante mais de 22.000 espectadores, Nadal demonstrou de que fibra são feitos os campeões, arrebatando o seu 9.º Grand Slam.
Aliás, depois de: Fred Perry (1935); Don Budge (1938); Roy Emerson (1964); Rod Laver (1969); Andre Agassi (1989); e Roger Federer (2009), foi a vez de Rafael Nadal se tornar no mais jovem de sempre a conquistar o Grand Slam de Carreira (conquista dos quatro torneios do Grand Slam – Open da Austrália, Wimbledon, Roland Garros e US Open ).

No que diz respeito ao jogo, Nadal entrou muito forte na partida, bastante concentrado, tendo arrebatado o primeiro set sem dificuldades. Contudo, Djokovic ripostou, subiu o seu nível de jogo, aproveitou alguma apatia de Nadal e acabou por vencer o segundo set. No terceiro e quarto set’s, o maiorquino voltou à carga, voltou a “meter” os seus primeiros serviços e fechou a partida, vencendo por três sets a um, ao cabo de quase quatro horas de encontro.

Na minha modesta opinião, R. Nadal é, hoje, o melhor tenista da actualidade. E só não é n.º 1 mundial há mais tempo porque apanhou, na sua era, um super R. Federer – considerado o melhor tenista de sempre, em virtude dos seus 16 títulos de Grand Slam, já conquistados.
Para quem acompanha o mundo do ténis, sobretudo torneios do Grand Slam, verifica uma evolução permanente no ténis praticado pelo espanhol.
Ao seu já conhecido e poderoso jogo de fundo de court, com uma direita pesadíssima e muito topspin, Nadal aliou um serviço mais chapado e menos spinado, o que o torna um jogador mais completo, visto que a sua grande lacuna era o serviço, o que permitia muitos winners aos adversários.
Porém, Nadal tem um grande handicap: a sua compleição física. Embora seja uma vantagem no seu fortíssimo jogo de fundo do court, sempre desgastante para os adversários, a verdade é que, segundo alguns especialistas, a sua carreira não será tão longa como a de outros grandes tenistas visto que um corpo com grande quantidade de massa muscular é mais propicio a lesões. Aliás, elas já se vão fazendo sentir com alguma assiduidade, aos 24 anos.

Hoje, R. Nadal apresenta-se como n.º 1 mundial e não o fica a dever a ninguém.
Embora R. Federer continue a ser o melhor ou um dos melhores de sempre, com um serviço terrivelmente eficaz e uma esquerda a uma mão, como só ele sabe executar, a verdade é que Nadal desenvolveu e aperfeiçoou imenso o seu ténis, apresentando-se um jogador mais completo que o jogador suíço. Alia à técnica uma grande combatividade, força mental e espírito de luta, algo de que R. Federer não dispõem na mesma quantidade/qualidade. E essa é a virtude que, hoje, faz pesar a balança a favor de R. Nadal.
Estou certo que ultrapassará os 16 títulos R. Federer…a não ser que as lesões o tramem.

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