sábado, 11 de setembro de 2010

A NEBLINA QUE PAIRA SOBRE O HOQUEI PATINS PORTUGUÊS!


Está a decorrer o 49.º Campeonato da Europa de Hóquei Patins, em Wuppertal, na Alemanha.
Portugal iniciou o campeonato vencendo, a outrora poderosa, selecção da Itália, por 4-1. Seguiram-se as vitórias sobre a Inglaterra (14-1), a Alemanha (5-1), a Áustria (23-0), nos quartos-final, e, novamente, a Alemanha (6-1), na meia-final.

A Selecção tem hoje um jogo que poderá devolver o hóquei patins português ao patamar de excelência do desporto nacional…por onde andou durante muitos e bons anos. Para tal é necessária que derrote a hexacampeã, Espanha, e reconquiste um título que já lhe foge desde 1998.

Em Portugal, a modalidade padece de um mal que a vai corroendo lentamente.
Do meu ponto de vista, o principal culpado desta morte anunciado, que, esperamos, não se concretize, foram/são os meios de comunicação social, devido ao seu absoluto desinteresse pela modalidade. Convém destacar aqui a televisão, que tem deixado ao abandono este desporto…situação que não se verifica em mais nenhuma modalidade, daquelas que arrecadaram prestigio para Portugal.
A consequência desse desinvestimento televisivo foi a falência e as dificuldades económicas por que passaram e continuam a passar alguns clubes, outrora, gigantes. As suas direcções deixaram de ter “este” suporte financeiro, o que implicou gestões ruinosas, com os clubes a viverem acima das suas possibilidades.
O primeiro sinal deste divórcio, entre os portugueses e o hóquei patins, é o provável desconhecimento que todos temos sobre as novas regras implementadas nesta modalidade.
Senão vejamos:

• os cartões amarelos deixaram de constar do bolso dos senhores árbitros;

• um jogador pode ver três cartões amarelos, sendo que ao terceiro verá cartão vermelho;

• a amostragem de um cartão amarelo origina a suspensão do jogador admoestado, pelo período de 2 minutos;

• a exibição de um cartão azul dá origem à suspensão do jogador admoestado, pelo período de 4 minutos;

• sempre que dois jogadores de diferentes equipas são sancionados com cartão azul, as equipas não ficam, cada uma delas, com menos um jogador, durante dois minutos. O jogador expulso em cada equipa poderá ser substituído por um colega de equipa;

• sempre que um jogador vê cartão azul e a sua equipa fica reduzida a quatro elementos, a restituição da equipa será efectuada ou quando terminem os dois minutos de suspensão ou quando a equipa reduzida a quatro elementos sofra um golo (tal como no Futsal);

• sempre que uma equipa é reduzida a quatro elementos, se sofrer um golo, poderá entrar de imediato um quinto jogador, sendo certo que esse jogador nunca poderá ser o jogador suspenso, porque esse terá que cumprir os dois minutos até ao fim;

• passou a existir um terceiro arbitro, acrescentar aos dois de campo (como já acontece no futebol);

• sempre que é assinalada uma grande penalidade, o árbitro não apita para a sua marcação. Coloca a mão no ar e faz a contagem decrescente de cinco segundos;

• embora continue a existir a linha de anti-jogo, esta pode ser ultrapassada desde que a mesma não seja violada mais do que cinco vezes por jogo e, em cada violação, não ultrapasse o período continuo de 5 segundos;

• a equipa que ataca não poderá estar sem “atacar” a baliza adversária mais do que quarenta e cinco segundos, sob pena de incorrer em jogo passivo (tal como já acontece no andebol);

• cada equipa não pode cometer mais de nove faltas durante todo o jogo, sob pena de à décima falta, a equipa que a cometer, ser penalizada com um livre directo;

• a partir da décima falta, a cada cinco faltas será assinalado um livre directo;

• sempre que uma equipa esteja na eminência de atingir a décima falta, é colocada uma bandeira encarnada na mesa do terceiro árbitro, assinalando a situação;

• o penalty tem que ser batido directamente.

Espero que o Hóquei em Patins volte a ser uma modalidade acarinha por todos os portugueses…como já o foi.

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