ACTUALIDADE…
Benfica obteve, ontem, um importante apuramento para os oitavos-de-final da Taça Eurochallenge, segunda maior competição europeia de basquetebol, logo a seguir à Euroliga.
Embora tenha perdido o seu último jogo, beneficiou da vitória do Lukoil Academic sobre o Lugano Basket, permitindo assim aos comandados de Henrique Vieira, passar a fase seguinte, em 2.º lugar, com três vitórias.
Trata-se de uma importante feito para o basquetebol português e de um momento marcante para o basquetebol encarnado que revive, assim, e novamente, momentos de glória como já não vivia à mais de 15 anos. É um regresso às grandes competições europeias, embora esta não seja a prova de excelência do basquetebol europeu.
Para este pequeno sucesso muito contribuíram as apostas em Carlos Lisboa, para director geral das modalidades, e Henrique Vieira, para treinador…dois homens da casa, está bom de ver.
A juntar a esta aposta na formação técnica, foi feito um esforço orçamental para a contratação de jogadores com classe e nível competitivo elevado.
Senão vejamos:
• na época 2008/2009, que culminou com a conquista do título após tantos anos de interregno, o clube contratou: Ben Reed, um ex-Ovarense, Sérgio Ramos, o regressa do menino da casa, e Seth Doliboa, o jogador mais valioso da equipa e que mais contribuiu, em pontos, em ressaltos, em desarmes para a conquista do título após tantos anos de interregno.
A estes, poderão ainda acrescentar-se jogadores como Miguel Minhava, João Santos, António Tavares, Diogo Carreira ou Elvis Évora.
• na época seguinte, 2009/2010, o Benfica manteve o núcleo duro, sofrendo apenas um baixa: a inevitável saída de Seth Doliboa para um campeonato e uma equipa mais competitiva e que lhe oferecesse melhores condições salariais – Deutsche Bank Skyliners.
Contudo a direcção técnica da secção de basquetebol teve a sensibilidade de colmatar esta baixa com a contratação de um jogador de qualidade semelhante à do norte-americano, recaindo a opção em Heshimu Evans, mais um ex- Ovarense, de enorme qualidade, que, diga-se, tem espalhando magia pelos pavilhões portugueses. Um outro jogador que contribuiu para a revalidação do título foi Will Frisby.
• na época em curso, foram contratados mais alguns bons valores, casos de Cordell Henry, outro ex-Ovarense, Rodrigo Mascarenhas ou Greg Jenkins, registando-se apenas a saída de Will Frisby.
RESENHA HISTÓRICA…
Após uma breve análise do percurso recente do basquetebol encarnado, que o haveria de levar à qualificação para a fase de grupos da Eurochallenge, não poderei deixar de dar uma pincelada pelos momentos de glória que o basquetebol encarnado viveu no final dos anos 80 e inicio dos anos 90.
Foram vários os jogos a que assisti na RTP 2, nas saudosas quartas-feiras europeias de basquetebol. Jogos contra Real Madrid, Partizan Belgrado, Panathinaikos, Joventut Badalona, foram momentos memoráveis, que deixaram uma grande nostalgia.
Ainda miúdo, lembro-me de vibrar com jogadores como…
CARLOS LISBOA, o melhor jogador de sempre do basquetebol português. Um jogador que lançava como ninguém ao cesto. Quem não se lembra do seu inconfundível lançamento: travagem brusca, rotação para trás e lançamento de três pontos, com o defensor em cima;
MIKE PLOWDEN, jogador já falecido, que demonstrava em todos os jogos uma grande raça, espírito de luta e enorme eficácia debaixo das tabelas...um poste de excelência que os aficionados do basket português tiveram a honra de ver jogador. Após deixar o clube não mais regressou aos pavilhões da Luz porque dizia ter receio de não aguentar a emoção que iria sentir quando entrasse na Luz.
PEDRO MIGUEL, o pequeno/grande base, que sustentava toda a equipa e a fazia jogar. Terminou, prematuramente, a sua carreira, aos 31 anos, devido a uma grave lesão. Corria o ano de 2000 e era capitão da equipa encarnada.
JEAN JACQUES, irreverente posto, que afundava como ninguém na cara do adversário, com alguma arrogância à mistura. Nada o intimidava, adorava ambientes escaldantes.
JOSÉ CARLOS GUIMARÃES, base/extremo de origem, fez praticamente todas as posições possíveis dentro de um pavilhão. Era um jogador tipicamente do colectivo, com grande serenidade em campo. Foi internacional pela selecção portuguesa e tem como grande pecha ter representado o FC Porto.
Embora estes tenham sido os nomes mais sonantes, não posso esquecer jogadores como Steve Rocha, Carlos Seixas, Flávio Nascimento, Alexandre Pires, ou até mesmo, Luís Silva.
A comandar todos estes talentos estavam dois Srs. do basquetebol: Mário Palma e Mário Gomes.











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